Pele de Vidro
Sinopse
Uma meditação cinematográfica, poética e pessoal sobre mudanças, desigualdades sociais e perdas, o filme acompanha a jornada da cineasta Denise Zmekhol ao descobrir que o edifício mais famoso de seu falecido pai, um arranha-céu modernista de vidro no coração de São Paulo está ocupado por centenas de famílias sem-teto.
Por que assistir?
"Pele de Vidro (2026)" é daqueles filmes que chegam para cutucar feridas abertas, misturando uma jornada pessoal e tocante com um mergulho profundo nas desigualdades sociais de São Paulo. Acompanhar a cineasta Denise Zmekhol descobrindo que o arranha-céu icônico de seu pai está ocupado por centenas de famílias sem-teto é mais do que uma história: é um convite à reflexão sobre memória, arquitetura e o abismo social que se esconde por trás das fachadas de vidro. Se você busca um cinema que te faça pensar e sentir, com uma perspectiva única sobre a metrópole, este documentário é um prato cheio para debates.
Curiosidades
A diretora Denise Zmekhol passou mais de uma década desenvolvendo o projeto, iniciando as filmagens em segredo para documentar a ocupação antes mesmo de ter financiamento garantido.
O filme conta com entrevistas e reflexões de figuras importantes como o ex-senador Eduardo Suplicy e o renomado arquiteto Paulo Mendes da Rocha, enriquecendo o debate sobre a função social da arquitetura.
A "Pele de Vidro" do título não se refere apenas à fachada do arranha-céu, mas também funciona como uma metáfora para a fragilidade e a transparência das relações sociais na metrópole.
Para capturar a vida dentro do edifício ocupado, a equipe de filmagem viveu por semanas junto às famílias, buscando construir uma relação de confiança e mostrar a realidade sem filtros.
A estreia do filme em festivais internacionais gerou acalorados debates sobre a crise habitacional e o legado do modernismo, reverberando para além das salas de cinema.
Veredito Cineminha
"Pele de Vidro" é um documentário que se propõe a ser um soco no estômago, mas, infelizmente, parece ter se perdido um pouco na execução de sua ambiciosa proposta. Apesar da relevância inegável do tema e da coragem da diretora, a experiência pode ser árdua e, para muitos, acabou não ressoando como esperado. O Pipoquimetro "Queimou!" e a nota 0/10 do TMDB reforçam que, mesmo com boas intenções, o filme não conseguiu encontrar o tom ideal para cativar ou convencer o público em geral.
Elenco
Denise Zmekhol, Eduardo Suplicy, Paulo Mendes da Rocha, Guilherme Wisnik