O Ano em Que o Frevo Não Foi pra Rua
Sinopse
Este é um filme sobre a perda, mas também é sobre resiliência, amor e expectativa. O documentário acompanha o período de Carnaval no Recife e em Olinda durante a pandemia e traz as lembranças, sensações e a esperança dos protagonistas do carnaval pernambucano, bem como as impressões e depoimentos de foliões que vagavam órfãos pelas ruas, praças e ladeiras.
Por que assistir?
Se você busca um filme que toque a alma e faça refletir sobre o que significa pertencer a uma cultura vibrante, "O Ano em Que o Frevo Não Foi pra Rua" é um prato cheio. A direção sensível de Mariana Soares nos mergulha em um período de luto coletivo pelo Carnaval de Recife e Olinda, mas sem esquecer a chama da resiliência e da esperança que sempre habita o povo pernambucano. É uma chance de revisitar memórias, entender a dor da ausência e celebrar a expectativa de um futuro onde o frevo volte a ecoar pelas ladeiras, transformando o documentário numa poderosa cápsula do tempo sobre amor e festa adiada.
Curiosidades
A diretora Mariana Soares passou mais de um ano em Pernambuco, imersa na cultura local, para capturar a essência da saudade e da resiliência dos foliões.
O documentário apresenta depoimentos emocionantes de Mestres de Frevo e passistas renomados, que compartilham suas memórias mais queridas e a dor de não poder vivenciar a festa.
A trilha sonora original do filme mistura composições melancólicas com arranjos de frevo clássicos, criando um contraste potente entre a ausência e a memória da folia.
Parte das filmagens foi feita com equipes reduzidas e equipamentos especiais para registrar as ruas e ladeiras de Olinda e Recife de uma maneira inédita, quase fantasmagórica.
Inicialmente, o projeto seria sobre a preparação para o Carnaval, mas a pandemia transformou a narrativa, tornando-o um registro histórico sobre a interrupção da maior festa popular do estado.
Veredito Cineminha
É inegável a importância da temática que "O Ano em Que o Frevo Não Foi pra Rua" se propõe a abordar, um período de profunda reflexão sobre nossa cultura. Contudo, apesar da premissa tocante e da sensibilidade aparente, a execução final do documentário deixou a desejar, não conseguindo traduzir a profundidade das emoções ou a força da resiliência em uma narrativa coesa e envolvente. Infelizmente, para nós do Cineminha, o resultado foi um "Pipoquimetro: Queimou!", com uma nota TMDB que reflete a dificuldade de capturar a alma do Carnaval em sua ausência.